23/11/2011

Os Homossexuais nascem assim?

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

Os Homossexuais nascem assim?


Por Alan Shlemon – Stand To Reason

Existe um “gene gay” e isso deveria mudar nossa forma de ver o comportamento homossexual, se existir?

Para muitas pessoas, dizer que os homossexuais nascem dessa forma é tão axiomático quanto dizer que a Terra gira em torno do sol. Nenhuma razão racional existe para rejeitar essa afirmação. Os únicos que discordam, dizem, são aqueles que ou são ignorantes dos fatos científicos ou homofóbicos ou intolerantes (lê-se: cristãos). Mas essa afirmação está cheia de problemas. Mas antes de considerá-los, vamos fazer uma sugestão tática.

Muitos cristãos ficam na defensiva quando alguém diz que a homossexualidade é congênita. Eles tentam responder com razões pelas quais a afirmação é falsa. Mas isso é um erro. Não existe nenhuma necessidade de se responder a esse desafio já que a afirmação é apenas isso: uma afirmação. E uma afirmação sem evidências é apenas uma opinião. Não existe nenhuma razão para achar que isso é verdade.

Ao invés de defender as suas convicções, faça com que eles defendam a deles. Já que são eles que estão fazendo uma afirmação, a responsabilidade de prová-la é deles. Pergunte: “quais evidências você tem que os homossexuais nascem dessa forma?” Muitas vezes eles não tem uma resposta. Eles estão repetindo o que eles ouviram de outros, mas não possuem evidências para dar suporte a isso.

Ao invés disso, pessoas algumas vezes irão apelar para experiência. Dirão que homossexuais muitas vezes dizem se sentirem diferentes de seus colegas desde muito cedo, sugerindo que nasceram assim. Mas as experiências pessoais raramente são um indicativo de verdade científica e não podem contar como evidências que a homossexualidade é biologicamente determinada. Portanto, antes de discutir os méritos da afirmação, lembre-se que eles possuem a responsabilidade de prover as evidências para sua opinião.

Com essa tática em mente, vamos olhar para três problemas com essa afirmação. A primeira é a mais escandalosa. Uma simples checagem de fatos científicos demonstra que não existe nenhum estudo que prove que a homossexualidade é biologicamente determinada.

Décadas de pesquisa para descobrir o “gene gay” resultaram no nada. De fato, não é comum entre pesquisadores achar que genes determinam comportamentos. E pesquisas que correlacionam a anatomia cerebral e fisiologia com o comportamento homossexual não provam relação causal. Em outras palavras, mesmo que parte do cérebro homossexual seja diferente do cérebro heterossexual, isso pode sugerir que o comportamento alterou o cérebro, não necessariamente o contrário. Isso é possível dado a neuroplasticidade – a habilidade duradoura do cérebro de mudar em resposta ao ambiente, lesão cerebral, comportamento ou simplesmente pela aquisição de conhecimento. Um cego, por exemplo, usa seu dedo para ler braille e consequentemente tem uma morfologia cerebral diferente simplesmente porque seu comportamento difere das pessoas com visão.

O mais surpreendente é que isso é reconhecido pelas organizações e pesquisadores pró-gays. A Associação Psicológica Americana (APA), por exemplo, uma vez manteve a posição em 1998 que “existe considerável evidencia recente que sugere que a biologia, incluindo genética ou fatores hormonais inatos, exercem um papel na sexualidade da pessoa.” No entanto, uma década de pesquisa científica desacreditou essa ideia e levou a APA a revisar sua posição em 2009: “Apesar de muitas pesquisas terem examinado a possível influência genética, hormonal, social e cultural na orientação sexual, nenhum achado emergiu que permitisse aos cientistas concluir que a orientação sexual é determinada por qualquer fator ou fatores particulares”. Um grupo pró-gay como a APA somente revisaria sua posição se houvesse enorme evidência que necessitasse que tal posição fosse mudada.

Um segundo problema com a afirmação que a homossexualidade é biologicamente determinada é que mesmo que seja verdade, não provaria que o comportamento é moral. Considere pesquisadores que descobriram genes que acreditam contribuir para o alcoolismo, infidelidade e violência. Devemos acreditar então que, porque existe uma contribuição genética para esses comportamentos (ou mesmo que sejam geneticamente determinados) estes comportamentos devem ser considerados como moralmente apropriados? Claro que não. Portanto, provar que o comportamento homossexual é apropriado apelando-se para um determinante genético é igualmente falso.

Na verdade, encontrar uma causa genética para a homossexualidade preocupa muitos defensores dos direitos gays. Por que? Porque nem toda característica geneticamente induzida é normal ou saudável. Anormalidade no DNA de um indivíduo, seja por mutação ou adição/subtração de um cromossomo, leva a desordem genéticas como fibrose cística, síndrome de Down ou câncer. Se uma origem genética para o homossexualismo for descoberta, a próxima questão óbvia que se levanta é se isso é anormal, uma mutação ou representa o processo de uma doença.

Mais ainda, se uma causa pode ser identificada, também pode ser alvejada por uma terapia genética ou outro método para “cura” dessa condição. E poderemos ter também testes para detectar a homossexualidade ainda no útero que poderiam levar ao aborto de “fetos gays”. Como resultado, muitos pesquisadores pró-gays estão diminuindo suas tentativas para descobrir a causa biológica.

Um terceiro problema que emerge pela simples existência de uma comunidade de “ex-gays”. Se a homossexualidade é, como muitos defensores pró-gays afirmam, inevitável como a cor dos olhos, então como eles explicam os que deixaram de ser homossexuais? A cor dos olhos é genética, algo com o que alguém nasce e não pode mudar. Mas a orientação sexual é fluida, como evidenciado pelas mudanças de vida de milhares de homens e mulheres.

Existem mulheres que passam anos comprometidas em relações com outras mulheres e então mudam e ficam atraídas por homens. Existe também homens que são sexualmente atraídos por outros homens desde a puberdade, passam uma década em um relacionamento gay e então desenvolvem uma atração pelo sexo oposto. Muitas dessas pessoas passaram por alguma forma de terapia ou aconselhamento, mas alguns espontaneamente mudaram sem intervenção profissional.

O fato de apenas uma pessoa ter mudado é evidencia que a homossexualidade não é embutida. Mas a existência de milhares de indivíduos que mudaram é uma contra-evidencia significativa para a teoria do “nascido assim”. Eu conheço muitos deles. Não tem como todos estarem mentindo.

Parece que a resistência dos cristãos está certa. Os homossexuais não nascem assim. Mas agora que temos essa verdade com maior convicção, precisamos – mais do que nunca – alcançar com compaixão as pessoas que não nasceram dessa maneira.